De tempestades e soluços


Luiz Aguilar Partido NOVO-SP

 

Um evento climático raro chamado micro explosão acometeu nesta semana algumas cidades do interior de São Paulo. Ventanias e chuva forte ao longo de poucos minutos apenas, acompanhadas de muitos raios e trovões afligiu a população. Árvores caídas, casas destelhadas, rios transbordados e muita gente assustada e desabrigada.

Contabilizados os prejuízos, as pessoas correm para refazer suas casas e ruas, enquanto a natureza trabalha, incólume e impassível. O homem convive com as intempéries desde início dos tempos, tentando superá-las ou a elas sobreviver. Será que o mesmo não se pode dizer do atual momento histórico? O Brasil de hoje, acossado por treze anos de irresponsável populismo, faz seus cidadãos viverem em continuado pesadelo, assumindo dívidas que não fizeram, adiando planos e projetos, buscando alternativas fugidias, sem falar no lado mais cruel dos onze milhões de desempregados.

Aos olhos da história, passado algum tempo esses treze anos serão relegados ao total esquecimento dos sábios e dos menos sabidos também. A tempestade de corrupção e desgoverno clarear-se-á, só para usar o bom português que parece estar de volta como aves migratórias. As nuvens vermelhas do esquerdismo populista desaparecerão ao longe no horizonte do progresso da nossa nação. O momento do qual estamos agora escapando será apenas mais um enunciado de questão memorizado para as provas do Enem do futuro. Um mero soluço da história do Brasil. Contabilizada a abrangência do bolsa família, que se por um lado é importante instrumento de ajuda para quem mais precisa, por outro não deixa uma porta de saída, continua-se a perenizar a pobreza.

Qual o legado para as futuras gerações, a não ser dívidas e escândalos, desastre econômico e social que ora vivemos? Um grupo de usurpadores do sonho alheio elege um líder carismático que não sabe para onde ir nem onde gostaria de chegar, a não ser um sítio em Atibaia ou um apartamento na praia, levando o Brasil ladeira abaixo na moralidade e no desenvolvimento social.

Chuvas e trovoadas nos fazem lembrar que com a natureza não se brinca nem se inventa mas, a ordem e o progresso são nosso destino certo. As tempestades do caminho são boas lições para corrigir rotas. Elas nos ensinam a não escolher o caminho mais fácil, mas sim o mais seguro, correto e possível. Raios cruzam os céus limpando e arejando a atmosfera, chuvas lavam a jato o ar carregado e hostil, descortinando céu azul e bons ventos.

Aprendemos a lição.

A mesma chuva que inunda e destrói também nos traz vida e ajuda a recuperar nossos reservatórios. Brasileiros de alma renovada e destemidos dos desafios que se descortinam, levemos o Brasil ao seu NOVO e merecido lugar no futuro.

*
Luiz V.V. Aguilar é engenheiro com MBA pela Fundação Dom Cabral, especialista em comércio internacional. Seus 15 anos como expatriado lhe conferem uma visão de economia e geopolítica a luz das liberdades individuais. É filiado NOVO de primeiro dia e membro do CONFIA-NOVO.

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