Piracicaba: Tudo inédito com o recente Partido NOVO


Vista aérea de Piracicaba (Wikipedia)

Vista aérea de Piracicaba (Wikipedia)

 

Por Felipe Ferreira (Jornal de Piracicaba),

Responsável pela divulgação em Piracicaba do Partido NOVO, a mais nova legenda criada no país, Danilo Augusto Evangelista, 39, tem a missão de angariar novos filiados para o partido, que de acordo com levantamento de maio da Justiça Eleitoral, possui cinco membros na cidade. Evangelista é bacharel em Direito e graduado em Processamento de Dados, com MBA em Gestão Financeira pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

Sem nunca ter sido filiado a nenhum partido antes do Novo, ele afirma sempre ter sido avesso à política, mas acredita que tenha chegado a hora de participar. “Chegou o momento de impedirmos que os políticos profissionais tomem as decisões por nós. Me filiei ao Novo por encontrar no partido uma oportunidade de tentar contribuir com algo para que as mudanças aconteçam”, afirmou.

Ainda que não conte com nenhum pré-candidato nas eleições municipais de outubro, o divulgador do partido considera que o principal diferencial da legenda se dá pelo fato de impedir que aqueles que se lancem candidato pelo partido sejam membros da direção da legenda. “Assim, o partido poderá fiscalizar o candidato naquilo que ele estabeleceu como meta durante a fase da escolha de seus representantes”, disse.

Danilo Augusto Evangelista Ilustração Erasmo Spadotto

Danilo Augusto Evangelista (Ilustração: Erasmo Spadotto)

Evangelista é casado com a analista de logística Patrícia Pedroza dos Santos e nos momentos em que não está trabalhando ou divulgando a legenda, costuma descansar lendo livros ou assistindo filmes, além de praticar atividades de lazer com a família e amigos.

Qual a filosofia do partido quanto a sua linha de atuação?

Conheço a legenda desde meados de 2014 e me filiei assim que o partido teve seu registro homologado, em setembro do ano passado. Minha atuação é como apoiador e divulgador do partido, assim como várias outras pessoas na cidade. Por enquanto não temos um diretório local, mas eles existem em São Paulo (diretório estadual) e núcleos municipais como o de Campinas, por exemplo. Não existe uma estrutura do partido na cidade e ninguém está autorizado a falar em nome do Novo, assim, todos nós, apoiadores, estamos nesse barco por acreditarmos que o Novo é diferente e vem para revolucionar, para o bem, a política em nosso país.

Por que aceitou a missão de ser um dos fomentadores do Partido Novo?

Falar em direita ou esquerda no Brasil é algo muito complicado porque não temos uma definição clara do que é um ou outro. O presidente nacional do Partido Novo, João Dionísio Amoedo não gosta de rotular o Novo, mas brinca que se tem rabo de cachorro, late como cachorro e parece cachorro, é porque deve ser um cachorro. Então, podemos dizer que o Novo é um partido liberal ou de centro-direita, no sentido clássico do termo e não da forma pejorativa como se costuma usar no Brasil. O Novo acredita que a riqueza é produzida por pessoas e que tudo que a iniciativa privada se dispõe a fazer, faz com melhor qualidade e mais barato que o Estado. Além disso, cada pessoa tem condições de escolher o que é melhor para si sem que o Estado precise ser ‘babá’ dos indivíduos, criando leis e regulamentos para cada aspecto da nossa vida.

Como surgiu a ideia de criar um braço do partido na cidade?

Creio que essa vontade veio de todos os filiados, a partir do momento que desejam que a maior quantidade de pessoas possível tenham acesso às ideias do Novo. Às vezes até gostaríamos que as coisas acontecessem mais rápido, acreditando que um candidato a vereador na cidade pudesse trazer bastante visibilidade ao partido, por exemplo, mas estamos batalhando para conseguir formar um núcleo aqui.

É possível projetar, dentro de um ano, um número de membros que o partido pretende ter em Piracicaba?

Nosso foco é de longo prazo, por isso não arrisco um número agora. Temos menos de um ano de existência formal, mas a aceitação do Novo é muito grande. Somos otimistas, sabemos que o piracicabano é exigente, mas muito generoso e criativo, por isso temos grades expectativas para o Novo na cidade.

Qual a estratégia para angariar novos membros?

Nossa estratégia é levar ao conhecimento do máximo de pessoas as ideias do Novo. Já fizemos duas palestras de apresentação do partido e vários participantes se filiaram ou se tornaram apoiadores. Além disso, fazemos pelo menos um encontro por mês para nos conhecermos melhor. O ideal é a pessoa ficar atenta em nossa página do Facebook (@NovoPira), que está no ar desde o final de 2014 e no momento conta com cerca de 850 curtidas. Por lá dá para ter uma ideia do posicionamento do partido e sempre colocamos em pauta assuntos relacionados à nossa cidade.

Por que o Partido Novo optou por não lançar nenhum candidato para o pleito de outubro? Vai compor coligações?

O Novo lançará candidatos para as eleições municipais em cinco capitais que possuem diretórios bem estruturados, como um projeto piloto do partido. E quanto a coligações, isso ainda não está definido, mas outra diferença do Novo é que possíveis coligações se darão em razão da afinidade de ideias e projetos em comum e não somente para garantir tempo de mídia ou cargos. Afinal, o que o Novo pretende não é só participar da política, mas mudar a cultura política dos brasileiros para que se valorize a meritocracia e as liberdades individuais.

Qual sua avaliação da administração Gabriel Ferrato?

Prefiro não fazer comentários sobre a atual administração, mas como disse, em nosso Facebook sempre publicamos alguns exemplos do que poderia ser melhor. Ultimamente tem se falado muito a respeito das altas tarifas de água e Piracicaba é conhecida pela má qualidade do asfalto e seus famosos buracos. Mas neste ano estamos observando obras de repavimentação acontecendo por todo lado, que geralmente demoram semanas para serem concluídas. Será que é porque é ano de eleição?

Pelas redes sociais o Novo critica a demora na entrega do Hospital Regional. O que pensa sobre os problemas da cidade?

Penso que o custo de um hospital que sempre ‘quase’ inaugura é muito alto. Há o custo financeiro e o custo social. O que o partido defende, e isso é muito claro, é a maior participação da iniciativa privada. Mas quando a obra precisa ser conduzida pela administração pública, deve ter prazos claros e as empresas envolvidas precisam ser constantemente cobradas pelo seu cumprimento. Isso é uma questão de gestão e planejamento.

Onde estão as principais falhas na administração de Piracicaba?

Um dos assuntos mais falados ultimamente é a água. Em Piracicaba, por exemplo, perde-se 51% da água tratada. Isso é um absurdo e um desrespeito com o meio ambiente e com o piracicabano que paga caro na tarifa. E agora vamos pagar ainda mais caro por obras de manutenção que deveriam ter sido realizadas no passado. É uma verdadeira bola de neve, uma indústria do prejuízo público.

Qual seria a melhor forma de empregar os cerca de R$ 1,4 bilhão do orçamento anual da cidade?

É preciso diminuir a burocracia, simplificar a prestação de serviços públicos e principalmente deixar mais dinheiro no bolso das pessoas. Um dos grandes problemas que temos hoje no país é a centralização do dinheiro nas mãos do governo federal, o que obriga prefeitos e governadores a mendigar recursos que são originados no município. O Novo acredita numa forma diferente de gestão pública, com foco no planejamento, nos prazos e nos resultados, ou seja, administrar o bem público com compromisso e ser cobrado por isso.

Qual avaliação do Partido Novo diante dos escândalos envolvendo o governo federal?

É desalentador ver a que ponto chegamos. Mas isso deve nos motivar cada vez mais a seguir num caminho justo para que as coisas mudem e para que possamos esperar que os nossos filhos e netos vivam em um país melhor do que nossos pais deixaram para nós. A corrupção é um mal aterrador, do qual a maioria das pessoas não tem noção dos estragos que causa. Quando uma pessoa morre em um hospital público por não ter um atendimento de qualidade, ou quando alguém é assaltado e perde todo o resultado do seu esforço de meses ou anos, isso é um reflexo da má gestão e da corrupção.

O Partido Novo prega a redução do Estado brasileiro, por meio de privatizações. Reduzir a atuação do Estado em que sentido?

Reduzir o Estado não significa abolir o Estado. O Novo é contra o Estado ser um empresário, ou seja, possuir empresas e acreditamos que o Brasil pode mais quando o governo pede menos e que o governo precisa ser menor para o cidadão ser maior. Para o Novo, o Estado deveria focar nos itens básicos para poder fazer bem feito, o que não vem acontecendo atualmente, ou seja, em educação básica para que todos possam iniciar seu trajeto profissional com as mesmas oportunidades, na saúde e em segurança, áreas que todos sabemos que não vão bem das pernas.

*

Fonte: jornaldepiracicaba.com.br

 

Anúncios

Um comentário sobre “Piracicaba: Tudo inédito com o recente Partido NOVO

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s