O PT falhou. Que ideologia traz a solução?


Nélio Domingues, NOVO-DF

 

Durante a campanha presidencial de 2010 (Serra x Dilma), divulguei para alguns conhecidos o texto “Quatro perguntas para o seu voto” com o objetivo de mostrar a visão que eu tinha do contexto eleitoral da época. Achava que eles não enxergavam pontos que me pareciam evidentes nos resultados que teríamos com a possível vitória de Dilma, e tentava evitar que estes resultados se realizassem.

Creio que o breve distanciamento histórico já permita constatar alguns fatos e conclusões, que divido com vocês agora. Voltemos às quatro perguntas básicas e esclarecedoras:

1) O Ensino Público funciona?

2) A Saúde Pública funciona?

3) A Polícia funciona?

4) A Justiça funciona?

Se você respondeu SIM para alguma delas, repense, pois há algo errado. É consenso nacional que nenhuma das quatro funciona. Se uma ou outra funciona, num ou noutro lugar, ainda assim a situação local não afeta e muda o plano nacional, que está muito abaixo da média aceitável, e por isto a resposta normal é NÃO para todas as perguntas.

O que há de comum para as quatro perguntas?

O ponto convergente em todas elas é a responsabilidade do Estado em todas as funções apontadas como deficientes. É somente ele o responsável pelos resultados inadequados. Este é de fato o grande problema do país: o Estado! Cujo desenho, estrutura, já não atende nem o básico, quiçá questões mais complexas.

Então, sendo assim, votar num partido como o PT para que ele faça a gestão do Estado é piorar a situação, pois que o DNA do PT é de aumentar o Estado, é fazer o Estado interferir em tudo, e isto, definitivamente, vai apenas piorar a situação, a gastança e o desperdício dos nossos tributos. Fica a indagação: Você quer tirar mais dinheiro do seu bolso para pagar impostos? Ou você é capaz de gerenciar seu próprio dinheiro com mais competência que o governo?

Aumentar o Estado, empregando todos os compadres e apaziguados, é um sintoma de aumento de tributos. Basta ver o que vem acontecendo nestes oito últimos anos em aumento do Estado e aumento dos tributos, sem dar nada em troca do básico!

Nós, contribuintes, devemos estar atentos aos tributos que pagamos e exigir o mínimo em troca, visto que Educação, Saúde, Polícia e Justiça não funcionam.

Não há forma disto acontecer sem que o Estado seja modificado, alterado, reformado, repaginado, reconstruído, reposicionado. Tudo isto tendo em vista os serviços que devem ser prestados aos contribuintes (pessoa física ou jurídica) e aos cidadãos necessitados. Um partido como o PT, que aumenta o Estado, por praxe, que não admite sua reforma, que não entende que ele é o responsável pelos problemas no país, que possui um DNA estatizante, não será a força que vai reconstruí-lo.

Pense. O problema do Brasil é o Estado. O Brasil NÃO é o Estado, é mais do que isto: é o conjunto de todos os cidadãos. O Estado deve servir ao cidadão, não este ao Estado. Para que o Brasil melhore é preciso melhorar o Estado: NÃO será o PT a realizar isto!

2016 – Fatos e conclusões

O primeiro fato é que não chamo mais o pagador de impostos de contribuinte. Ele é de fato um espoliado, pois continua não tendo o retorno em serviços pelo que paga em impostos.

Dizer que o DNA do PT aumentaria o Estado teve sua comprovação. Quase todo o país percebeu que o PT inchou o Estado, além de ter aparelhado o poder público e desvirtuado as funções de vários órgãos: agências reguladoras, por exemplo. Sua ação distributivista apenas desequilibrou seriamente o futuro da nação, e corrompeu o Estado e nossa cultura.

A consequência natural de mais Estado se refletiu em aumento de impostos. Além das estatísticas mostrarem o aumento da espoliação do pagador de impostos, tivemos tentativas repetidas de recriar a CPMF, que não tiveram sucesso, felizmente.

Quem é melhor para gerenciar seu dinheiro? Você mesmo ou os políticos? Hoje, depois do mensalão, do petrolão e outros tantos casos de corrupção, é mais que evidente que a corrupção pública assaltou o bolso do cidadão, e que é muito melhor manter em seu bolso o dinheiro dos impostos, que ora é roubado através das inúmeras armações da quadrilha governista.

Uma grata surpresa foi constatar a melhoria da Justiça que já consegue assustar e condenar os poderosos. Faltava fazer cumprir a pena, mas até isto já acontece (vide a prisão do ex-senador Luiz Estevão). Esta mudança é fruto de uma longa caminhada que remonta à Constituição de 88. Mesmo assim, apesar da melhora, há muito para progredir.

Está muito claro que o Estado não serve ao cidadão brasileiro. O Estado no Brasil é instrumento de interesses particulares, de grupos quadrilheiros, da patota. Nosso capitalismo é de patota. O cidadão honesto, porém, finalmente, rebelou-se e se movimenta para alterar esta situação. Ele deseja uma economia poderosa, eficaz, onde possa ganhar a vida com qualidade. Deseja um capitalismo moderno, competitivo e economicamente democrático; e deseja ética e moral impecáveis.

Se em 1989 (Collor x Lula) e 2002 (Serra x Lula) o PT e seu DNA estatizante já não era a solução pra os problemas brasileiros. Então, qual ideologia trará a nossa redenção?

Para transformar o Brasil num país admirado é preciso melhorar o Estado, já que ele é a causa dos problemas existentes. Para realizar as transformações no Estado, o PT nunca possuiu a ideologia apropriada, nem a práxis necessária. Isto ficou evidente com o mensalão e o petrolão. Além dos fatos criminosos, sua ideologia não permitiu ter o diagnóstico adequado do contexto institucional e econômico, quanto mais realizar as reformas necessárias para melhorarmos o ambiente de negócios, a governança pública (dilapidada com a irresponsabilidade fiscal), a estrutura institucional do trabalho, das eleições, dos partidos e da política.

O PT agravou o problema!

Na verdade, é a própria situação brasileira que aponta a solução: se o problema está no Estado, devemos eliminar os problemas na origem. A situação brasileira aponta para a necessidade de transformar o Estado com programas que o modernizem, com o objetivo de evolução; liberar a economia, desregulamentando para alargar o cenário de atuação do seu povo; não frear a criação de empreendimentos; acentuar e proteger a competição econômica; deixar vir à tona a diversidade do povo, sua imaginação, sua riqueza cultural. Isto tudo é sinônimo de Liberalismo.

O povo brasileiro é trabalhador, é empreendedor. O que o trava é o Estado. Estamos a décadas com o freio de mão puxado. A situação brasileira exige liberdade. Liberdade em quase tudo: política, economia, relações sociais, atividades culturais. Solta o freio de mão e deixa o povo atuar: o país ficará rico!

Finalmente, aqueles brasileiros que não desejavam se envolver com política agora buscam se ocupar com o tema entenderam que precisam fazê-lo. Exemplos disto são encontrados nos movimentos políticos contra o atual governo.

Descomprometida com a estrutura de poder existente, a ação necessária para transformar o país nasceu nas intenções e nos corações daqueles que pretendem criar a pátria dos seus melhores sonhos. Unidos por ideais políticos e econômicos liberais, princípios democráticos e calcados no Estado de Direito, estes entusiastas pretendem construir com as próprias mãos, com conhecimento, a despeito das dificuldades e da descrença de muitos, um país evoluído institucionalmente, justo e desenvolvido, em cooperação, para produzir riquezas sociais e econômicas.

Esta força política de entusiastas, que é resultado da vontade determinada contra o desastre econômico, moral e ético do país, tem representação no Partido NOVO – a força político-social que marcará novos parâmetros na prática política brasileira: liberdades individuais com responsabilidade, indivíduo como único gerador de riquezas e como agente de mudanças, todos são iguais perante a lei, livre mercado, visão de longo prazo.

Além disto, é contra o carreirismo político, é a favor da ficha limpa na filiação ao partido, a favor da vinculação de candidato e as propostas que defende, a favor da gestão do partido não ser feita por mandatário, e é contra o fundo partidário que doa recursos públicos para os partidos.

Isto não é uma questão de fé, é uma questão de ação, e por esta razão teremos um país com o qual vamos nos orgulhar. É questão de tempo, e esta força político-social já constrói este sonho com objetivos, entusiasmo e determinação.

Nélio Domingues é licenciado em História (UnB/CEUB), engenheiro de software e empresário. Entusiasta do NOVO-DF, tornou-se Secretário Distrital Administrativo desde Set/2015. Tem especial interesse por economia, governança institucional e corporativa, empreendedorismo, política e filosofia.

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