Isolar, centralizar e dominar


Auto estima solução

 

Por Maria Fernanda,

“A humanidade precisa, antes de tudo, se libertar da submissão a slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez da razão.” – Ludwig von Mises

Nós, indivíduos, conseguimos nos comunicar utilizando uma estrutura racional para esta ação. A lógica da razão é o que nos proporciona interações, tanto no âmbito social, quanto intelectual. Sim é sim, não é não, certo é certo e errado é errado – mesmo uma criança de 3 anos, intelectualmente limitada, já compreende e se comunica com tais parâmetros.

O que acontece na “bipolar” política atual – esquerda e direita – é estimular propositalmente a negligência desta linha de raciocínio lógico. Encorajando o indivíduo a se autolimitar a grupos sociais, econômicos, sexuais, raciais, etc. Sim meus amigos, esquerda e direita se utilizam da mesma tática para atingir o objetivo final: poder. Esses dois polos posicionam os indivíduos em tribos “minimizadas”, a fim de facilitar a manipulação do todo através de nichos. Ora, é muito mais eficiente e eficaz “marketizar” quem pensa igual e uniformizar um discurso, ao contrário de entender que cada ser é completamente diferente e por conseguinte acabar entrando em contradição nas suas elocuções.

Os principais colaboradores do agrupamento dos indivíduos em categorias são justamente – pasmem – os estereótipos populares, com seus belíssimos “direitos e deveres”. São esses dois parâmetros sociais/políticos/whatever os verdadeiros responsáveis por uma organização política estruturada em mandantes e submissos. Contexto exatamente oposto ao reconhecimento dos desejos e virtudes individuais.

A principal consequência dessa estratégia – repartir uma sociedade em nichos – para os indivíduos, é o fanatismo alienador, onde a pessoa se desconecta de suas próprias vontades e passa a espelhar seu posicionamento no coletivo, a fim de se inserir e ser aceita como uma “igual”.

Mera ilusão! Desequilíbrio. Um probleminha de autoestima.

A sanha do centralizador é dividir os indivíduos em ilhas, posicioná-los como seres inferiores, incapazes de tomar suas próprias decisões, para depois inseri-los em tribos, instigar conflitos e doutrinar fanáticos. A pressão de um grupo social sobre o indivíduo a partir da “necessidade” interna de aceitação e pertencimento, negligencia sua autonomia e independência, facilitando a tática do autoritário-centralizador e sua meta de poder.

É muito mais cool pertencer à “tribo” opressora do que por ela ser oprimido! Na verdade, fazer você pensar isto é que é bem mais legal, não pra você, mas para o polarizador de fato.

Uma vez inseridos cultural e historicamente neste ciclo fica muito trabalhoso sair desta ilha. Para tal, é fundamental analisar em qual bolha você se encontra e começar a livrar-se das correntes do lugar comum: estereótipos e uniformização.

Não se permita ser usado como ferramenta de poder. Autoestima e confiança é fundamental nesta empreitada. O indivíduo verdadeiramente autônomo e independente é ainda a melhor ferramenta anti-autoritária, na busca pela liberdade!

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Maria Fernanda Gomes é CEO da Network True Way, produtora de conteúdo audiovisual liberal-conservador.

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