Pedro Duarte sobre projeto “Renova PSDB” que aproxima o PSDB do liberalismo


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Por Wilson Oliveira (O Congressista),

Pedro Duarte Júnior não foi eleito vereador do Rio de Janeiro em 2016, é verdade. Mas ele nem precisou assumir uma cadeira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para mostrar a que veio. Na PUC-RJ, Pedro já deixou claro sua força política ao quebrar anos de domínio esquerdista e ser eleito presidente do DCE com a chapa Muda DCE, definida como “centro-liberal”, que contou com Fernando Leite (filho do deputado federal Otávio Leite, do PSDB) como vice.

Após cumprir o ano de mandato, o jovem engajado pela bandeira liberal partiu para a disputa por uma cadeira de vereador. Durante a campanha, Pedro chegou a abrir um processo na Justiça que impediu um comício do PSOL na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O evento, criado no Facebook, trazia o nome “Debate Juventude e Cidade com Marcelo Freixo”, no entanto só contaria com a participação de políticos do Partido Socialismo e Liberdade. Em seu despacho, o juiz Marcelo Rubioli afirmou que “a lei não permite ato de campanha em espaços como universidades, cinemas e shoppings”.

Passado o período eleitoral, agora Pedro Duarte Jr. está focado em outro projeto, o “Renova PSDB”. Trata-se de uma nova corrente que nasce no diretório carioca do partido tucano com ideias mais liberais.

Nas respostas abaixo, Pedro explica que essa nova tendência possui semelhanças tanto com os prefeitos eleitos da legenda como João Doria, em São Paulo, e Nelson Marchezan, em Porto Alegre, como também com boa parte da plataforma do Movimento Brasil Livre, que apoiou essas duas candidaturas, como do Partido Novo, que nasceu com a identidade de ser o único partido liberal em atividade no Brasil.

Como nasceu o projeto Renova PSDB e o que levou os integrantes a criá-lo?

O projeto nasceu de uma necessidade dos liberais já filiados ao partido de terem uma corrente própria, através da qual pudéssemos defender nossos ideais. Assim, arejamos o partido com uma nova perspectiva, aproximando-o do liberalismo, tão crescente em nosso país.

Vocês acreditam ser possível conciliar liberalismo econômico com as ideias de um partido social-democrata de origem centro-esquerda?

Acreditamos que sim, sem dúvidas. FHC já o fez, quando deixou a política macroeconômica nas mãos de liberais (do peso de Pedro Malan, Gustavo Franco e Armínio Fraga) e conduziu as políticas sociais sob a perspectiva da social-democracia. É perfeitamente possível, basta que os ideais da liberdade, eficiência e transparência permeiem todas as áreas do governo.

É possível afirmar que o Renova PSDB possui pontos em comum com o Partido Novo e com movimentos como o MBL?

Certamente, nos aproximamos dos dois quanto à defesa da liberdade e de um novo modo de fazer política. No entanto, defendemos uma reforma mais gradual do nosso sistema político, em vez de uma a ruptura “de tudo o que está aí” (sem perder de vista a urgência dessa pauta, claro).

Neste ano, o Rio de Janeiro viveu um segundo turno para prefeito com uma candidatura de cunho religioso e outra de cunho socialista. Vocês acreditam estar preenchendo um vácuo de ideias na política carioca? Por quê?

Acreditamos sim, sem dúvidas. Há muito tempo no Brasil não há um verdadeiro projeto político-ideológico de alternativa completa ao PT. O próprio PSDB pecou em oferecer isso devidamente ao longo da última década. Defendemos uma plataforma pautada em princípios e valores claros, conciliando pautas que hoje estão na esquerda e outras que estão na direita, dentro da perspectiva tradicional. Isso é novidade.

O PSDB elegeu dois prefeitos (João Doria e Nelson Marchezan) que estão sendo apontados pela grande mídia como novidades de direita liberal. Vocês concordam com essa leitura? A plataforma desses dois citados de alguma forma vai ao encontro daquilo o Renova PSDB defende?

Concordamos com a leitura e ambos são referências muito importante para nós. São os com maior destaque no momento, sem dúvidas, mas existem outros nomes no partido que se alinham com muitos de nossos valores.

Como os grandes nomes tucanos do RJ têm recebido o Renova PSDB? Os deputados Otávio Leite, Carlos Osório, a vereadora Teresa Bergher e a professora Aspásia Camargo, por exemplo, possuem alguma relação com o Renova PSDB?

Não apresentamos a todos ainda a nossa corrente. Estamos nos estruturando melhor antes disso. Faremos um grande lançamento, para que todos nos conheçam bem antes de opinar. No entanto, todos que conheceram o projeto, até o momento, o receberam muito bem. Confiamos que será assim com os demais.

Em 2016 você concorreu a uma vaga de vereador, sendo um dos mais jovens na disputa. O quanto essa experiência lhe serviu de aprendizado?

Ajudou muito, muito mesmo. Percebi, mais do que nunca, que precisamos de mais do que aliados na política. Precisamos de amigos, pessoas nas quais possamos confiar e com as quais compartilhemos uma mesma visão de mundo. É deste sentimento também que surge a vontade de fazer do Renova PSDB, um movimento grande no partido. Precisamos de mais pessoas engajadas nisso, só assim mudamos a política.

Como foi retornar ao ambiente da PUC, dessa vez como candidato a vereador, e encontrar aliados e opositores do seu tempo de DCE?

Foi ótimo. Tinha tão pouco de tempo de minha saída que mal senti isso de “estou voltando pra casa”. Sinceramente, foram tantos anos vividos tão intensamente lá que sequer sei se algum dia terei esse sentimento. Sempre que piso por lá, a sensação é de que nunca saí de verdade.

Fonte: ocongressista.com.br

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