Polêmicas à parte!


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Por José Crespin,

Referente aos fatos recém ocorridos no cenário nacional, cumpre-nos lembrar de que os que agora protestam são os mesmos que votaram no presidente que assumiu. As práticas adotadas e os membros do governo pouquíssimo diferem da gestão anterior. Além das nomeações e ajustes propostos,  a protelada “retirada de direitos”, já ocorreu quando, por exemplo, foi descontinuado o natimorto programa “Minha Casa Melhor”, sem qualquer óbice dos agora indignados. Ressaltamos que a chapa foi legalmente eleita, mas ilegitima por trazer uma proposta de plataforma totalmente antagônica ao que foi propalado em campanha.  Mais do que isso, o processo eleitoral foi uma afronta à democracia, pois  foi financiada com dinheiro sujo, cujo o marketeiro foi recém liberto do carcere da Policia Federal. Superando a eleição do Collor, mentiram à larga, demonizaram adversários, e como a própria ex-presidente pregava: “fizeram o diabo”!

Considero que para nosso conceito de nação, felizmente, temos uma diversidade da sociedade muito mais ampla que do que as 39 nomeação para os ministérios, do qual, inclusive, dificilmente a presidente seria capaz de declinar. É óbvio que, para parcela da “tigrada”, o aparelhamento é uma questão central. Mas entendemos que a questão de gênero e igualdade racial transcende este conceito. Lembrando ainda que não temos nem tivemos em ambas gestões representantes de índios, japoneses, mulçumanos e torcedores da Inter de Limeira, por exemplo, e tantos outros que enriquecem nossa diversidade. Não se trata de “preconceito contra a mulher”, como melancolicamente alegado. A gestão pública deve ter um enfoque de o melhor para o conjunto da sociedade e debater as questões nacionais, com todos, sem exceção! É muito mais amplo que mera nomeações. A lamentar, apenas, a ausência da miss bumbum, símbolo máximo da ópera bufa que se tornou a gestão petista.

É compreensível a criação do discurso de ficção científica do “golpe”. O partido hegemõnico foi apeado do poder da mesma forma que o aliado Collor, e teve que sair pela porta dos fundos da história. É necessário criar algo que fomente a tradicional e aguerrida militância. Lembramos que em pesquisa qualificada da Fundação Perseu Abramo identificou que a percepção dos simpatizantes ao partido eram sentimentos de “revolta”, “humilhação”, “frustração”, “vergonha”,” tristeza” e “decepção”, entre outros! Não só isso, parte da elite dirigente está presa ou seriamente envolvida no maior caso de roubo e dilapidação do patrimônio nacional. Para os dirigentes, autoconcedidos de superioridade moral, a democracia sempre foi um estorvo, adotando a cooptação por meios, ahn…, heterodoxos da base aliada. O que a “inteligentsia” denomina como “pacto pluriclassista”.

Não é a toa que haja tantos tesoureiros presos!

Ratificamos nossa preocupação com a qualidade de representação, mas a impressão que fica, é que boa parte dos ora indignados mantiveram-se silentes enquanto interessou. Propor “Diretas Já” agora é, no mínimo, risível e completamente extemporâneo. Gostaria de ver a mesma indignação e, ai sim, utilizando-se dos meios constitucionais previstos, na aprovação do plebiscito revogatório na Venezuela, um pais em convulsão social. Parece-nos mais um caso de dois pesos e duas medidas.

Por fim, colocar a culpa nas “elites predadoras”, a qual amplamente se associou, e no papel de vítima, sem assumir os próprios erro, além do viés autoritário da “Resolução sobre a Conjuntura” não permitirá o aperfeiçoamento democrático e a construção de uma sociedade mais justa e que supere o legado de 12 milhões de desempregados, surto de zika, perda do grau de investimentos, empresas fechadas e maior recessão da história. Como diriam: “nunca antes nesse pais!”.

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