Buracos e quebra molas


Luiz Aguilar Partido NOVO-SP

A rua onde moro é cheia de buracos. Afinal, estamos em São Paulo. Não bastasse o barulho constante dos ônibus e demais veículos que cortam a rua Vergueiro aqui perto, no último sábado fomos acordados pelo som de uma britadeira “a serviço da Sabesp”. Que legal, mais um buraco temperado por barulho, poeira e mais um conserto a caminho.

Sair e chegar em casa é uma aventura. Os buracos e ondulações estão estrategicamente alocados para você sofrer com eles ou sim ou sim.  Não importa se a pé, de carro, de ônibus ou no veículo preferido do Alcaide, as bicicletas, uma coisa é certa: vamos cair nos buracos, sacolejar os ossos e demais órgãos internos num alerta de que a cidade é para os fortes e distribui seus desaforos em forma de buracos democraticamente para todos os cidadãos e visitantes.

A cidade é nossa casa, a extensão de nosso lar. Sua conservação reflete a maneira que cuidamos de nossas coisas e de nós mesmos. Somos os donos desse lugar, por que não cuidamos melhor dele? Uma coisa é reclamar da crônica falta de lixeiras e limpeza pública, outra é guardar aquele papel de bala no bolso até encontrar o lugar adequado de descarte. Mas o que fazer dos buracos? Eles aparecem, se multiplicam e quando a rua é lisinha ainda vem alguém colocar os malditos quebra-molas. E as melhores calçadas são fatalmente invadidas por mesas de bar, camelôs ou mesmo moradores de rua.

Há muito o que melhorar. Porque ninguém faz nada? Se a prefeitura é inoperante, cabe a cada um de nós buscar os meios de cobrar positivamente pela manutenção e cuidados de nossas ruas, praças e calçadas. Muitos de nós cidadãos desconhecem os meios de se operacionalizar isso, mas também nunca se interessaram em procurar saber. Temos uma série de ferramentas para obter serviços da prefeitura em São Paulo e em outras cidades, como os Conselhos Participativos das subprefeituras, as ferramentas na internet como o “fale conosco” e o telefone direto 156. A cidade limpinha, iluminada a noite e sem buracos de toda sorte refletiria o amor que nutrimos por este lugar e seria uma recarga de autoestima.

No final das contas, temos também aquela pessoa que escolhemos para nos representar perante a prefeitura, que é nosso vereador. Muitos reclamam que os vereadores só se lembram de nós a cada quatro anos, mas nós também nos esquecemos deles durante os quatro anos. Hora de mudar esta relação e fazer do seu vereador o verdadeiro representante, porta voz das demandas de cada um e canal democrático de comunicação com o poder público. Afinal, se é público é de todos nós, e seu também. O vereador é um servidor público. Eleja seu vereador em outubro e fique com ele nos próximos quatro anos.

*
Luiz V.V. Aguilar é engenheiro com MBA pela Fundação Dom Cabral, especialista em comércio internacional. Seus 15 anos como expatriado lhe conferem uma visão de economia e geopolítica a luz das liberdades individuais. É filiado NOVO de primeiro dia, membro do CONFIA-NOVO e pré-candidato à vereador em São Paulo.

 

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