Menos Marx, Mais Básico


educação

 

Por Eduardo Vieira (NOVO-RJ),

Saudações a todos. É motivo de grande orgulho para mim fazer parte deste time maravilhoso de iniciantes em política do Partido NOVO. Tive um histórico profissional técnico, trabalhando com Informática desde os 14 anos, e fazendo pesquisa em Robótica em Karlsruhe, na Alemanha, experiência fundamental para ampliar minha percepção sobre educação, produção e liberdade. Nos últimos anos venho me dedicando ao ensino, ministrando aulas de robótica, apoio educacional e palestras sobre ciências para incentivar os alunos ao estudo e ao ganho de conhecimento.

Tenho feito sempre que possível trabalho voluntário em entidades de apoio social e em escolas públicas, quando me aceitam.

O que observei com meus próprios olhos é que nosso sistema de educação simplesmente não está funcionando. É preciso que tratemos deste assunto com coragem e com garra. Mais uma vez digo que platitudes não vão ajudar a melhorar nosso sistema educacional. É preciso mudar de atitude.

Nosso sistema conta com uma política central de educação determinada pelo MEC, e este sistema sempre esteve muito ligado às diretrizes e restrições impostas pelos Sindicatos de Professores. Ambos os lados estão errando, e muito. É preciso se avaliar mérito das escolas e dos educadores. É preciso se recompensar e dar espaço aos melhores professores e estimular e reciclar os professores que estão tendo performance abaixo do esperado. O mesmo vale para os diretores de escolas públicas. Em casos de incapacidade poderá ser necessária a remoção do profissional dos quadros.

Também é preciso que o MEC considere as diferenças geográficas e culturais de um país continental como o nosso, permitindo que se use as referências que tocarão os alunos. Principalmente é necessário que se desregule pouco a pouco o conteúdo para que tenhamos mais liberdade e mais diferenças em nossas escolas. Assim veremos os formatos de maior sucesso para propagação e quais modelos fracassam, para atuar em modificações e substituições. Isso inclui as escolas particulares também, que sofrem com as obrigações impostas pelo MEC, muitas das quais inadequadas e exageradas.

Existem hoje dezenas de organizações que pensam em Educação com qualidade. Temos que trazer essas mentes para a esfera pública para que ajudem o Estado a fazer o que não está sendo feito hoje, que é simplesmente ensinar o básico às nossas crianças. Pesquisa de 2012 informa que mais da metade (55,4%) dos alunos do 3o ano não consegue interpretar um texto de forma correta, quando ao término do 1o deveriam estar lendo. A meta pública é que ao final do 3o ano todos consigam ler, segundo o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic).

O foco de todo ensino público deve ser o Básico: Ensino Fundamental e Médio. É um erro que o Estado gaste tanto com Ensino Superior público e gratuito quando nossas crianças saem da escola sem conseguir sequer ler direito, condenadas à uma vida de fracasso profissional.

Não poderia deixar de falar neste artigo de outro problema muito grave no ensino brasileiro, que é o de doutrinação ideológica nas salas de aula. Muitos professores simplesmente não respeitam a esperada neutralidade docente, transformando suas aulas em verdadeiros palanques de exposição de suas preferências políticas. Isso é totalmente inaceitável, e lutarei contra isso com todas as forças. O movimento Escola Sem Partido está propondo um pacote de informações e sugestões para que esse problema possa ser adequadamente endereçado pelos alunos, diretores, professores e pais.

Deste assunto inclusive posso falar com experiência própria. Recentemente me matriculei no curso de Pedagogia à distância, visando me preparar de forma mais completa para meu ofício de ensino. Mesmo em uma escola particular, fiquei estarrecido com a forma como o conteúdo é exposto. Desde citações exclusivamente de pensadores da esquerda até questões de prova que induzem o aluno a declarar que o capitalismo é a causa de todos os males, ou que o pensamento crítico de Marx seria o único caminho para a melhoria da sociedade.

Isso é absolutamente inaceitável. Meu pensamento econômico é liberal. Minha postura ética é conservadora. Não é possível que ao estudar Introdução à Filosofia só tenhamos referências a Foucault, Chauí, Sartre, Althusser, Gramsci e Marx. Trata-se de um verdadeiro escândalo. Em um vídeo ao final do texto, fica claro o tipo de recepção que um conservador pode esperar no meio acadêmico atual. Temos que combater isso juntos, por uma educação mais neutra e de mais qualidade. Incluí também links com material para consulta, artigos e vídeos sobre alguns dos assuntos tratados.

Encerro com esta cena estarrecedora:

Nas pregações comunistas pelo Brasil afora, nos deparamos com Mauro Iasi, um professor de Ciências Sociais da UFRJ e também do PCB (Partido Comunista Brasileiro), que diz que eles devem ser intransigentes com a direita, como ensinou Gramsci. Não deve haver diálogo. Segundo ele, a postura deve ser radicalizada. Como contribuição pessoal ele cita um poema de Bertold Brecht onde, segundo palavras do professor, quando um homem de direita foi flagrado fazendo seu trabalho “miserável” de mostrar o lado da direita aos trabalhadores, argumentou que era uma boa e sábia pessoa. A resposta de Brecht, lida com extremo entusiasmo pelo professor, foi : “Oferecemos a você um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma boa espingarda, com uma boa bala. E vamos oferecer depois de uma boa pá, uma boa cova.”

O “ilustre” professor finaliza seu discurso de puro ódio com as seguintes palavras: “Com a direita e o conservadorismo, nenhum diálogo. Luta!”

– Mauro Iasi (UFRJ)

Links:

Aula transcrita (audio apenas) –https://www.facebook.com/FernandoFrancischiniBR/videos/910176199086327/

Mauro Iasi prega a bala para os conservadores:https://www.youtube.com/watch?v=e1ShzY0Ygr8

Defesa do governo Dilma em sala de aula, com ataques ao Aécio Neves :https://www.youtube.com/watch?v=-u0FpoMDdok

Dr. Miguel Nagib falando na CBN Cascavel sobre o Escola Sem Partido:https://www.youtube.com/watch?v=LQQQPQxex-o

Professora pregando em sala de aula contra Jair Bolsonaro. Não contente com isso ainda profere inúmeras mentiras descabidas:https://www.youtube.com/watch?v=Q-B4cwBB-js

Aluno agredido por usar camisa do Bolsonaro na UFC (Universidade do Ceará): https://www.youtube.com/watch?v=q2AvwDGzCb8

Artigo sobre o evento na Fiocruz contra o Escola Sem Partido:http://rodrigoconstantino.com/…/fiocruz-entra-em-campo-con…/

Coletânea de declarações de professores ferindo flagrantemente a neutralidade esperada de um educador: http://escolasempartido.org/…/603-professores-se-revelam-no…

Artigo sobre doutrinação ideológica em salas de aula, do Spotniks:http://minutoprodutivo.com/…/5-exemplos-de-como-a-doutrinac…

Link para artigo publicado na EBC sobre estatísticas de qualidade de ensino: http://memoria.ebc.com.br/…/mais-da-metade-dos-alunos-do-3%…

*

Publicado originalmente no Facebook: .facebook.com

 

Um comentário sobre “Menos Marx, Mais Básico

  1. Obrigado professor!
    Estou em processo de aprendizagem e como bem mencionou, as instituições por onde passei não cumpriram com o seu papel de disponibilizar entendimento para pesquisa, muito menos os disponibilizou alternativas para fomentar o pensamento contraditório.
    irei visualizar seus links e adicioná-los a uma lista, para montar um trabalho de organização e pesquisa que venha a ajudar pessoas como eu, que hoje não sabem a quem recorrer no combate à doutrinação político-marxista.

    Curtido por 1 pessoa

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