Liberdade para Empreender


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Por Leonardo Siqueira,

É notório que a crise atual do nosso país é fruto da falta de liberdade dos brasileiros. É resultado da excessiva intervenção estatal em nossas vidas. O atual plano diretor de São Paulo é um dos milhões de exemplo de como a intervenção estatal prejudica a atividade econômica, em especial para nós, a da produção imobiliária.

Para que tenhamos uma ideia do contexto onde estamos inseridos, gostaria de lembrá-los que, segundo o ranking da liberdade econômica da Heritage Foundation, o mais confiável neste tema, o Brasil ocupa a posição 122 da liberdade econômica. É classificado como um dos países menos livres do mundo! Na realidade, neste ranking, estamos mais perto da Coréia do Norte, que ocupa a lanterna, na 178a posição, do que de Hong Kong, o país mais livre.

E mesmo com todos estes problemas, os governos dos entes federativos parecem não entender que são eles os causadores das dificuldades econômicas vividas pelo país. A sanha intervencionista deles não tem limites, pelos menos não enquanto nós, os indivíduos, únicos geradores de riqueza, nos deixarmos apequenar e não enfrentarmos o Leviatã.

E por que ainda não o enfrentamos?

Nosso presidente, Flávio Amary, em seu belo discurso de posse, disse que chegamos a este estado de coisas porque fomos ingênuos e, talvez, até enganados. Concordo com ele. Mas é preciso antes saber qual a razão da nossa ingenuidade e o porquê de nos deixamos enganar.
E a verdade nua e crua, infelizmente, é que mesmo entre o empresariado não há convicção de que a liberdade e o livre mercado são os meios mais adequados para a geração de riqueza e a diminuição das desigualdades. Por tal motivo, o empresariado é constantemente seduzido pela armadilha das benesses estatais. Esquece ele que para que se dê a alguns poucos privilegiados é preciso antes tirar compulsoriamente dos demais. E se o estado tira do nosso vizinho hoje, nada o impede de tirar de nós amanhã.

Por este motivo, não é incomum vermos empresários filiados e mesmo candidatos por partidos que defendam causas socialistas e até comunistas. Ideais que pregam basicamente a igualdade através da pilhagem estatal.

Ora, as ideias precedem às ações. Assim, se tais causas são as propagadas, obviamente serão os seus frutos os colhidos.

Aprendamos: ideias têm consequências!

Recentemente, estive em um evento de jovens empresários. E o evento foi significativo porque reunia empresários do Brasil todo. Foi convidado para falar na ocasião, um empresário que investe em start-ups. Durante a sua explanação, disse ele que o capital inicial das empresas é geralmente formado pelo dinheiro de três Fs – Family, Friends e Fools. Disse mais, que no Brasil estas “fontes Fs” tinham minguado. Entretanto, ele tinha uma solução para tal problema. Adivinhem qual era a solução? Sim, que o governo financiasse os pequenos negócios.

Ora, por que será que tais recursos tinham minguado? De onde ele acha que o governo tiraria recursos para financiar a sua ideia? Certamente de nós, os Fools.

Vejam pois, mesmo entre os empresários ainda se acredita no mito do governo grátis. Não é claro para muitos que quanto maior o estado, maior a supressão do indivíduo. Que quanto mais recursos arrecada o estado, menos a população os possui. Ainda não aprendemos a lição, há muito ensinada que “o governo não é a solução para os problemas, ele é o problema”.

Por vezes também o empresariado se deixa ocupar pelo sentimento de culpa pelas desigualdades existentes no País. E não reivindica maior liberdade, enganado de que antes é necessário reduzir as desigualdades. Por conta disto, aqui, mais uma vez, vou me socorrer do ranking da Heritange Foundation para fazer uma constatação importante: os países mais livres no ranking são também os com maior IDH e os menos desiguais. Ou seja, a liberdade é um componente comum e essencial no combate às desigualdades, por pior que elas sejam.

Não nos esqueçamos do ensinamento de Milton Friedman: “a sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem igualdade e liberdade”. Está aí a nossa vizinha Venezuela que não o desmente.

É evidente, portanto, que ainda falta ao País um espírito que abrace e incentive efetivamente o empreendedorismo, não demonizando o lucro e a geração de riqueza. Falta principalmente a convicção no livre mercado, o único ambiente em que os empreendedores e as riquezas por eles geradas florescem em abundância.

O primeiro passo para mudarmos este quadro intervencionista e estatizante é vencermos a batalha das ideias. É preciso iluminar a escuridão em que nos encontramos e somente as boas ideias de liberdade são capazes disto. É imprescindível que o empresariado se convença dos benefícios da liberdade e a internalize, tornando-a inegociável.

Por esta razão, decidimos, em nosso Congresso deste ano, tratar deste tema tão urgente e importante, que é a Liberdade para Empreender.

Chega de trilharmos o caminho da servidão! Busquemos convictos a nossa Liberdade!

*
Leonardo Tavares Siqueira é Coordenador Adjunto do grupo de Novos Empreendedores do Secovi – SP

 

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