Partido NOVO S.A.


Coluna do Filiado - Voz do Partido NOVO

Por Nikolas Diniz (NOVO-Sorocaba),

Quando se fala em “sócio” imediatamente pensamos no mercado, pensamos na associação de duas ou mais pessoas em benefício de empreendimentos e objetivos comuns. Pessoas dispostas a aportar capital, assumir riscos, dividir sua experiência, sabedoria e força de trabalho para que a sociedade prospere. Alguns valores são essenciais para que uma sociedade prospere, dentre eles, é preciso que haja confiança mútua entre os sócios com a co-responsabilidade em suas ações, demandando, respectivamente, a participação de todos nas decisões e nos rumos do empreendimento.

O NOVO surge como uma proposta que visa suprir uma lacuna histórica no cenário político brasileiro, tomando para si o papel de baluarte Liberal. Dessa forma, o NOVO conseguiu atrair a atenção de um público crescente de liberais/libertários e de descontentes com a situação política do país e do velho paradigma de se fazer política. Essas pessoas, em sua grande maioria, simpatizam com o mercado e reconhecem a sua superioridade em questões de eficiência, de responsabilidade, inovação, transparência, probidade e capacidade de prestar serviços e produzir bens de melhor qualidade, se comparadas com o Estado. Sendo assim, tentar adaptar a lógica do mercado para o Estado é algo que cativa grande parte da opinião pública atual e um dos atrativos do partido.

Nos diversos eventos realizados pelo NOVO fica claro que adoção de um discurso alinhado com os interesses desse público. Uma de suas principais propostas é a de que o partido não possui filiados, mas sim “sócios”. Para aqueles que compreendem a importância dessa palavra em um ambiente corporativo logo ficam cativados com a ideia. Um partido que me tratará, em certa medida, de forma isonômica e proporcionará espaço para o livre exercício de pensamento, permitindo a minha expressão na tomada de decisões, principalmente no âmbito do diretório municipal.

O NOVO veio com a proposta de ser um partido democrático internamente, contrário ao que vemos no cenário político atual em que partidos possuem donos, coronéis ou grupos fechados que tomam as decisões de acordo com seus interesses, a revelia dos filiados que pouco ajudam na condução do partido.

A decisão de se associar a outra pessoa em algum empreendimento é sempre séria e cheia de conseqüências, e tal situação não seria diferente nesse caso em que saltamos do mercado para a política, de uma empresa para um partido. Contudo, como se é esperado da abrupta mudança de uma esfera para outra, o modo como essa relação será feita e as suas conseqüência serão outras, porém é vital que se preservem os valores essenciais que pautam qualquer tipo de associação.

Ao virar sócio do NOVO você passará a investir dinheiro (há “mensalidade” para ser filiado e outros gastos com em caso de campanha, ações e publicidades), assumirá os riscos desse projeto (não conseguir eleger ninguém, pouca disseminação das idéias ou o próprio partido não vingar), dedicará tempo e esforço pessoal para o seu desenvolvimento (trabalhará como voluntário, ajudará em eventos e sacrificará o meio familiar) mas, principalmente, depositará na prosperidade do partido a sua esperança de ver um partido alinhado com seus princípios e idéias, a fim de construir um novo Brasil.

Esses deveres e obrigações como sócios são cumpridos pelos que se decidem filiar ao NOVO, pois somos motivados por ideais e vemos o NOVO como o único caminho partidário existente para a disseminação de nossos princípios e pela luta por reformas estruturais no Estado.

Com um discursos alinhado com nossos interesses, com um Estatuto de cunho democrático e a falta de outras opções viáveis depositamos nossas esperanças nós, filiados, que criamos grande expectativa com essa sociedade fomos, no mínimo, ingênuos.

Este texto não representa a voz de um “sócio”, não representa a voz de apenas uma cidade ou de um Estado, este texto representa a voz de diversos sócios frustados com o desrespeito do Diretório Nacional para com os valores basilares sob os quais qualquer sociedade deve ser estruturada. Nós estamos em Sorocaba, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e certamente representamos apoiadores de muitos outros lugares e com o mesmo ressentimento: falta de reciprocidade.

Curioso é ver um partido que surgiu com propostas de mudar a estrutura do Estado brasileiro na verdade reiterando boa parte de seus vícios. O Diretório Nacional afigura os próprios comportamentos que visa combater em seus discursos: ele é centralizador, autoritário e age de forma paternalista, ditando o que é melhor para os seus filiados, atuando de forma unilateral na escolha dos lideres locais, dos candidatos aos cargos legislativos e executivos e em quais cidades devem ser lançados candidaturas.

Sem sobre de dúvida, compreendemos que os pilares dessa sociedade estão comprometidos, principalmente:

1) nossa confiança no partido foi abalada por conta de um postura totalmente dispare do que foi divulgado, assim como pelas divergências com interpretação do Estatuto (por exemplo, entendemos que o DN desrespeita o artigo 12 do Estatuto ao não disponibilizar informações aos demais filiados, justificando-se que tais informações só seriam dadas à pré-candidatos, interpretação que não é vislumbrada no artigo);

2) mediante a descontamento de vários sócios em diversas cidades e Estados compreendemos que o partido não está sendo responsável em suas ações, já que se mostra incapaz de responder à altura com ações que promovam a retenção dos insatisfeitos, ao contrário, estimula a saída do pensamento questionador;

3) certamente a participação dos sócios nas decisões do partido, principalmente dentro dos Diretório Municipais, é um valor que foi totalmente violado, por meio do processo de seleção de candidatos o DN concentra grande poder nas escolhas dos candidatos a vereador e prefeito, processo totalmente subjetivo e que despertou a indignação de muitos membros, já que não atendem as demandas dos núcleos locais, viabiliza que a escolha seja pautada pelo alinhamento do candidato aos interesses do DN e por restringir os votos dos sócios a um leque de candidatos estabelecido pelo DN ou não disponibilizar opções para certos cargos, como é o caso de São Paulo em que não haverá candidatos ou no Rio de Janeiro em que apenas uma pessoa foi selecionada, sendo que em ambos os lugares existem pessoas extremamente qualificadas e empenhadas em participar das prévias do partido.

Alem de todo o exposto acima já mostrar a grande incoerência do discurso proferido pelo partido e sua prática temos outros casos em que a postura autoritário e centralizadora é evidente. Quando questionamos os integrantes do Diretório Nacional em reuniões, e-mail ou pelos grupos de Whatsapp recebemos respostas absurdas.

A resposta padrão para tais questionamentos é a de que os insatisfeitos com o partido deveriam sair, o clássico “a porta da rua é serventia da casa”. Um partido que assume uma postura intolerante e desrespeitosa como esta para com os seus próprios “sócios” demostra não estar pronto para fazer política. Fica patente sua incapacidade democrática de promover o dialogo e a defesa única dos interesses subjetivos dos integrantes do Diretório Nacional e não o de seus filiados, localizados em diversas cidades e que lutam para expandir o partido e valores dos quais compartilha, à parte dos imensuráveis sacrifícios pessoais.

Não é o caso, porém, de se atropelar o Estatuto. Não é o caso também, de iniciar uma caça ás bruxas. A solução passa e deve passar sempre por via do diálogo. Seja na vida pessoal, no lado profissional ou nas atividades políticas. Os sócios investem recursos justamente para ver o projeto comum vencedor. O Encontro Nacional dos Amigos do NOVO em São Paulo, no próximo dia 04 de junho tem precisamente esta proposta: a construção do diálogo.

Que o DN entenda o benefício mútuo desta sociedade, cuja desunião resultaria em um jogo de perde-perde. Um embate de terra arrasada não interessa a nenhuma das partes. Por mais que a proposta gerencial possua seus devidos méritos, política é interação e reciprocidade representativa.

Do contrário não necessitaria de sócios, apenas de votos.

5 comentários sobre “Partido NOVO S.A.

  1. Nikolas, muito bom! O que está faltando ao Novo, ou melhor, aos filiados que foram inicialmente alçados à condição de dirigentes é fazer o básico: política! Está faltando fazer ‘marketing de relacionamento’! Mas vamos ver se em nosso encontro do dia 04 de junho ouviremos uma proposta de conciliação. Eu não concordo como os dirigentes atuais se comportam e agem em relação aos filiados, mas isso não me levará a ir embora, pois ao me filiar ao Novo concordei com seus valores e propostas e vou batalhar para que eleas sejam implementadas não só no Brasil como também internamente. Inclusive quero me colocar como pré-candidato a dirigente, afinal, a regra é a mesma: se não estamos contentes com nossa representação política no legislativo e executivo, temos que nos levantar do sofá e ir à luta; ocupar o lugar deles para fazer as mudanças que achamos necesárias. O mesmo vale para nosso processo interno. Ah! E exercitando a liderança, algo em falta, com raríssimas execeções, hoje em nossa direção. Valeu!

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  2. Texto corrigido.
    Nikolas, muito bom! O que está faltando ao Novo, ou melhor, aos filiados que foram inicialmente alçados à condição de dirigentes, é fazer o básico: política! Está faltando fazer ‘marketing de relacionamento’! Mas vamos ver se em nosso encontro do dia 04 de junho ouviremos uma proposta de conciliação. Eu não concordo como os dirigentes atuais se comportam e agem em relação aos filiados, mas isso não me levará a ir embora, pois ao me filiar ao Novo concordei com seus valores e propostas e vou batalhar para que eles sejam implementados não só no Brasil como também internamente. Inclusive quero me colocar como pré-candidato a dirigente, afinal, a regra é a mesma: se não estamos contentes com nossa representação política no legislativo e executivo, temos que nos levantar do sofá e ir à luta; ocupar o lugar deles para fazer as mudanças que achamos necessárias. O mesmo vale para nosso processo interno. Ah! E exercitando a liderança, algo em falta, com raríssimas exceções, hoje em nossa direção. Valeu!

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  3. Concordo com Luiz Eloy, mas gostaria de levantar uma questão.

    O modo de gerenciar uma empresa é assim mesmo. No caso somos sócios pois depositamos nossa confiança no partido e nas pessoas que ali estão.

    Mas nenhum empresário/diretor/gerente/chefe fica pedindo votação entre seus subordinados.

    Existem várias maneiras de apoiar o partido, e dar sua contribuição.

    Mas se a contribuição for só questionar, sem realmente realizar, aí a utilidade do questionamento é duvidosa.

    Tem muito palpiteiro que tem sugestões e acha que a direção é obrigada a escutar. Todos querem dar sugestões, poucos querem cumprir as diretivas (que até agora tiveram muito sucesso)

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