Inovando pra 2018


Engajamento entre dirigentes e filiados do NOVO

 

Por Rodrigo Ventin (NOVO-SP),

Em reunião no dia de ontem (17), os voluntários do Partido NOVO em São Paulo puderam interagir com o Presidente do Diretório Nacional, João Amoedo, que muito democraticamente se dispôs a explicar a todos a decisão partidária de não lançar candidato a Prefeito nesta Capital. A iniciativa do diálogo é louvável, deve ser elogiada e esperamos que se repita muitas vezes.

Em um breve resumo do quanto exposto em tal reunião, percebe-se que a direção do NOVO preocupou-se em preservar a imagem do partido nesse processo. Assim, criou uma expectativa elevadíssima no que tange aos candidatos para os cargos do Executivo, ciente de que tal figura se tornaria a cara do NOVO para o grande público. Esse raciocínio parece irretocável, mas encontra um senão: como definir tais expectativas?

Trata-se de uma questão de difícil solução, reconhecida pelo próprio Presidente do Diretório Nacional. Afinal, qualquer avaliação que envolva considerações de ordem subjetiva acabam sendo de difícil comprovação. Preocupa muito que tal situação de impasse volte a ocorrer para as eleições de 2018. Se em 2016 ainda temos a justificativa da tenra idade, a falta da indicação de candidatos majoritários em 2018, no maior Estado da Federação, representará uma chaga indelével na história do partido.

A solução é evidente: o engajamento dos filiados nesse processo decisório. Isso é política. Algo que deve ser encarado de forma natural dentro de uma organização partidária. Estabelecer os critérios de forma coletiva é o melhor modo de garantir que estes sejam compartilhados por todos e de resguardar o processo seletivo de questionamentos futuros. Especialmente por parte daqueles que venham a ser preteridos.

Somente a construção coletiva deste processo, com a definição consensuada, antecipada e pública dos critérios eliminatórios dos pré-candidatos e também a potencialização da competição nas prévias, poderá garantir que todos os filiados sintam-se comprometidos com as decisões do partido. Principalmente no que tange à definição de candidatos para os cargos eletivos majoritários. Ainda que tal decisão seja – esperemos que não – de não termos candidatos.

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