Representante sindical: Um excelente negócio


Contribuição Sindical

 

Por Jakson Miranda,

O país está em crise. A economia em recessão, empresas fechando postos de serviço, inflação crescente e nenhuma perspectiva de melhora a curto e médio prazo. Trata-se de um cenário desesperador para o trabalhador comum e desalentador para qualquer cidadão que desejaria viver em um país onde os bons negócios e as boas oportunidades fossem regra e não exceção.

Espera aí! Há sim alguns “cidadãos” que mesmo em meio a chuvas e tempestades têm um bom negócio. Não estou falando dos grandes empresários como Abílio Diniz e João Paulo Lemann, estou falando dos “representantes sindicais”.

O jornal O Globo fez excelente reportagem sobre esse verdadeiro Oásis. Leiam trecho da reportagem.

Por Henrique Gomes Batista / Ruben Berta

Em 1990, Collor substituiu Sarney como presidente, trocando o Cruzado Novo pelo Cruzeiro e fazendo o confisco da poupança. A música mais tocada era “Evidências”, de Chitãozinho & Xororó, enquanto “Tieta” e “Rainha da Sucata” brilhavam na TV. No esporte: o Brasil sequer era tetracampeão do mundo e Neymar ainda nem tinha nascido. Em 1990, Alfredo Sampaio assumia a presidência do Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Saferj). Onde está até hoje.

Mais que um caso isolado, a situação de Alfredo é um dos retratos dos problemas que assolam o sindicalismo no país, tema da série de reportagens que O GLOBO inicia hoje, mostrando que as entidades criadas para a defesa de interesses coletivos dos trabalhadores muitas vezes têm sido usadas para objetivos particulares.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que havia, em 2014, ao menos 8.518 sindicalistas, incluindo cargos de presidente e diretores em geral, com mais de dez anos de mandato — no Poder Executivo só podem ficar oito anos no cargo. O número pode ser maior, pois falta transparência e uma série de entidades não fornece seus dados. Mais de 25 anos após a Constituição ter avançado para garantir a liberdade sindical, fundamental para lutas e conquistas dos trabalhadores, lacunas como a falta de transparência, fiscalização frouxa e a pouca representatividade deixam um caminho aberto para os abusos. Algumas centrais sindicais já reconhecem que é necessário pensar em novas normas. O próprio Supremo Tribunal Federal (STF) indica que as entidades não tem salvo-conduto e precisam ser fiscalizadas.

Há casos também de enriquecimento ilícito e desvios de sindicatos, que muitas vezes são verdadeiras máquinas de ganhar dinheiro. Isso num universo de 10.620 entidades por onde, no ano passado, circularam R$ 3,18 bilhões apenas de Contribuição Sindical — o chamado Imposto Sindical — obtida com um dia de salário de todos os trabalhadores com carteira assinada.

SÓ 30% DOS SINDICATOS SÃO SÉRIOS

— Infelizmente, apenas uns 30% das entidades sindicais são sérias, e as demais têm uma série de problemas. Defendem melhorias, mas fazem coisas erradas. São contraditórias, incoerentes — afirma Marco Ribeiro, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindicais de Niterói e São Gonçalo (Sintesnit), cuja própria existência reforça os problemas do setor sindical.

A reportagem é extensa, mas vale a leitura. Ao lê-la, me vem a mente duas situações que se encaixam perfeitamente com as situações retratadas na reportagem. A briga que a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher comprou com os sindicatos da Inglaterra. A dama de ferro venceu a briga e o resultado foi uma Inglaterra com sindicatos enfraquecidos, inflação controlada e atração de investidores estrangeiros.

Margaret Thatcher, Primeira-ministra do Reino Unido, de 1979-1990

Margaret Thatcher, Primeira-ministra do Reino Unido, de 1979-1990

“O investimento externo triplicou. “Se Thatcher não tivesse existido, a Inglaterra seria hoje mais pobre, mais influenciável por outras nações e estaria totalmente afundada na crise europeia”, diz o historiador Timothy Knox”, É ou não o retrato do Brasil atual?

Infelizmente, não dispomos de nenhuma Margaret Thatcher para enfrentar a sanha sindical. Sim, há os bons, mas como explicita a reportagem do O Globo, esse número chega a 30%. Para o restante, nada mais são, do que o excelente e vitalício emprego, com o trabalho alheio, ressalte-se.

A outra imagem que me vem a mente é o famoso filme Sindicato de ladrões. Em seu enredo está claro as intrigas, brigas e mortes, tudo para que o poder e os negócios escusos dos gângsteres sejam mantidos. É diferente do que acontece em muitos sindicados Brasil afora? Não, não é!

Curiosamente, a época do seu lançamento, o filme recebeu criticas, estas vindas justamente dos partidos da esquerda e dos sindicatos norte-americanos. Apesar disso, trata-se de uma obra magistral que apesar do tempo, é bastante atual para o Brasil dos dias de hoje.

Quer enriquecer, ser amigo de figurões de partidos da esquerda? Abra um sindicato e aproveite suas benesses, imorais, porém, quem da esquerda dá bolas para a moralidade?

Fonte: voltemosadireita.com.br

 

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