e Se o NOVO…?


Partido Novo, e Se?...

Partido Novo, e Se?…

Por que me filiei ao Partido NOVO

Por Rodrigo Elsae,

O objetivo desse blog não é fazer propaganda partidária, mas também nunca prometemos total isenção e nem nos declaramos apartidários. Cada um de nós é livre para participar do que quiser. Por outro lado, uma das coisas que pretendemos é falar sobre fatos que consideramos relevantes na história do país. Nessa linha, resolvi expor os principais motivos que resultaram na minha filiação ao Partido Novo.

Poderia ficar horas e páginas escrevendo sobre o lugar comum que leva as pessoas a se filiarem ou simpatizarem com o partido. A ideologia liberal, completamente diferente das ideologias representadas nos demais partidos existentes; um estatuto absurdamente diferenciado em relação aos dos demais partidos (recomendo e MUITO a leitura); o fato de que foi fundado por 181 pessoas de 35 profissões diferentes, das quais nenhuma tinha passado político; e tantas outras diferenças objetivas e palpáveis do Novo em relação aos outros cansados partidos brasileiros… Mas prefiro “filosofar” mais a respeito!

O surgimento do Novo representa muito mais do que a simples criação de um partido de ideologia diferente dos demais (o que já seria muito). O surgimento do Novo representa o renascimento, o despertar de uma enorme parcela da população que acredita em algo diferente do que vinha sendo feito e discutido no país. Uma enorme parcela da população que há décadas se mantinha calada, apenas observando a disputa pelo poder por um determinado e restrito domínio ideológico, que nem de longe abrangia suas ideias. Uma enorme parcela da população que, enojada pelo jeito como vinha se fazendo política e sem forças para discordar, preferiu se afastar e observar a derrocada em silêncio, como que adormecida em berço esplêndido.

Emocionado e entusiasmado frente a essa iniciativa popular que criou o partido, pensei logo de cara em me filiar. No entanto, também logo de cara me veio aquele receio, característico de minha geração, de me vincular a um partido político. Nossos exemplos são os piores possíveis. A geração de nossos pais e nossos avós nos deixou uma herança absolutamente maldita, não só pela roubalheira e banalização da corrupção, mas porque a decepção foi tamanha quando chegaram no poder que nos afastou da atuação política.

E se eu me filiar e o partido fizer tudo errado? E se eu me filiar e eles roubarem o país? E se eu me filiar e acabarem se tornando um partido corrupto como outro qualquer? E se eu me filiar e eles fizerem como o Partido dos Trabalhadores, que cresceu e se fortaleceu apoiado num sentimento muito parecido, e depois traiu tudo aquilo que pregou em sua origem? E se eu me filiar pra depois contar aos meus filhos sobre o Novo o que nossos pais nos contam sobre o PT? E se… E se…

Essa ruminação adiou bastante a minha filiação, mas nunca abandonei a ideia, que começou a amadurecer na minha cabeça. Comecei a pensar no outro lado: e se eu não me filiar? E se eu não me filiar e o Novo morrer na praia? E se eu não me filiar e o Novo sequer eleger algum representante para tentar mostrar algo diferente na política? E se eu não me filiar e tudo continuar como está? E “pior”: e se eu não me filiar e as coisas derem certo, o que vou contar para os meus filhos?!

Esse foi o momento em que me decidi! Decidi que quero fazer parte da história do país!rodrigo-novo

Como disse anteriormente, o Novo representa uma ruptura histórica, um momento de quebra de monopólio político por parte da esquerda. O surgimento do partido com certeza será ensinado em salas de aula mais esclarecidas em um futuro muito próximo, e só não será tema de prova do ENEM porque, enfim, é o ENEM! Mas isso não muda o fato de que o Partido Novo já marcou presença na história do país.

Pode ser que, daqui a poucos anos, o Novo sequer exista, ou pode ser que dê origem a outros partidos; e pode ser que eu migre para algum deles, ou pode ser que continue no Novo. Isso só o tempo dirá, e confesso que parei de me preocupar. Parei de me preocupar no exato momento em que decidi fazer parte da mudança, e não apenas observá-la! Parei de me preocupar quando decidi que, no futuro, quero dizer aos meus filhos “estava errado e eu tentei mudar”, e não “estava errado e eu não fiz nada”!
O que acontecer daqui pra frente faz parte do jogo. Se o Novo der muito certo e realmente se mantiver fiel às suas promessas originais, excelente; se der errado e o partido se corromper, verá em mim o pior opositor! Fato é que o Partido Novo já mudou a política nacional, já mostrou às pessoas que ficar parado torcendo para que as coisas mudem não é mais uma opção. O Novo deu uma alternativa a quem pensa diferente, e até mesmo para quem pensa diferente do próprio Novo. O Novo mostrou que é possível fazer!

Fonte: osopinistas.com

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