Presidente do diretório de SP fala sobre as idéias do Novo


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Ação do NOVO na Avenida Paulista

A Presidente do Diretório Paulista do Partido Novo, Maria Beatriz Figueiredo, conversou com exclusividade com a Blasting News Brasil

Por Eduardo Blaster

Em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil, a economista Maria Beatriz Figueiredo, presidente do diretório paulista do Novo, aprofundou um pouco mais as diretrizes de trabalho e as ideologias do partido. Segundo ela, o atual cenário político brasileiro precisa urgentemente encontrar alternativas viáveis para modificar o rumo do país. Confira, na íntegra, e em duas partes, a entrevista.

Blasting News Brasil: Primeiramente, o Novo se colocaria como um partido de Direita ou Esquerda?

Maria Beatriz Figueiredo: Procuramos evitar esses rótulos, que pouco se aplicam nos dias de hoje e que acabam gerando muito ruído desnecessário. Nosso foco está na discussão de ideias e na formulação de propostas para solucionar problemas sociais do Brasil. Mas podemos dizer que temos uma inclinação liberal. Queremos implementar soluções que funcionam, medir resultados, trazer eficiência para o Estado brasileiro e impedir que ele sufoque as iniciativas dos cidadãos e da sociedade civil.

BN: No estatuto do Novo, consta a proibição da reeleição de filiados para cargo no Poder Legislativo. Em uma proporção mais ampla e englobando também as demais siglas, o Novo defende o fim da reeleição para todos os pleitos?

MBF: Na verdade, proibimos a segunda reeleição. Por exemplo: um candidato se elege vereador pelo Novo. Ao fim do mandato, ele pode se candidatar à reeleição pelo Novo. Depois disso é que não poderá mais se candidatar a vereador pelo Novo. Ainda poderá, contudo, se candidatar a outros cargos, como deputado. Criamos essa restrição para impedir que políticos se acomodem em seus cargos e para promover a renovação dos quadros. Para nós a política exige profissionalismo e dinamismo. Depois de oito anos, a pessoa tem que estar pronta a procurar novos desafios e a abrir espaço para outros. Não temos intenção de lutar pelo fim da reeleição.

BN: Que visão o Novo tem sobre o atual cenário político brasileiro e sobre um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff?

MBF: Tendo em vista a condenação das contas de 2014 pelo TCU, que comprovou fraudes fiscais bilionárias nas contas do governo, defendemos a aprovação do impeachment. E o fazemos por um motivo institucional sério: se nada for feito, criaremos um precedente muito nocivo: todo Presidente da República saberá que pode cometer crime fiscal impunemente. As consequências para o Brasil serão desastrosas, como aliás já estão sendo as consequências das “pedaladas” do governo Dilma.

Blasting News Brasil: Vocês colocam a “liberdade individual” como uma das grandes bandeiras do projeto do Novo, mas, sob o viés econômico, isso não ampliaria ainda mais as desigualdades sociais já existentes no país?

Maria Beatriz Figueiredo: Muito pelo contrário. No Brasil atual, é justamente o pobre que paga a maior parcela de sua renda em impostos. A população brasileira – de todos os níveis de renda -, ademais, tem uma forte vocação empreendedora, que o governo faz questão de sufocar não só com impostos pesados e complexos, mas também com burocracia e regulamentações excessivas. Por fim, a economia brasileira inteira sofre por ser fechada e engessado, impedindo a criação de riqueza e a geração de mais empregos. Enquanto a maior parte da população é explorada e desrespeitada pelo Estado, políticos e funcionários públicos – oriundos do topo de nossa pirâmide social – acumulam cada vez mais privilégios e poder. Grandes empresários recebem empréstimos a juros subsidiados que são pagos pelo imposto dos mais pobres. É um fato: no Brasil atual, muitas das intervenções do Estado têm efeito regressivo na distribuição de renda. Acreditamos em agir diretamente na origem da desigualdade e da pobreza brasileiras: o Estado deve garantir acesso a saúde e educação básica de qualidade para toda a população. Deve criar uma rede de proteção para quem precisa, e não uma teia de dependência na qual as pessoas entram e nunca mais saem. Dando as ferramentas e criando oportunidades, ajuda todos a caminharem com as próprias pernas.

BN: Já há alguma projeção para o lançamento de candidaturas em 2016?

MBF: Sim, nós lançaremos candidaturas para os cargos de prefeito e vereador em algumas capitais do país. Mas só serão divulgadas no ano que vem.

BN: Para finalizar, o que o eleitor, cansado da velha política brasileira, pode esperar do Novo?

MBF: Em primeiro lugar, um partido que o trate com respeito. Estamos aqui para discutir soluções para nossos problemas sociais – que é o que a política deveria fazer -, e não para participar do velha briga de poder da política brasileira tradicional. Em segundo, um partido com ideias novas sobre o papel do Estado e do cidadão. Queremos que o Estado foque naquilo em que ele é essencial – saúde, educação, segurança, etc. – e pare de atrapalhar a vida das pessoas que querem, com seu trabalho e dedicação, construir um Brasil melhor. Por isso falamos no valor do indivíduo: a velha ideia do Estado como salvador de uma população passiva, impotente, já caducou; ninguém mais acredita nisso. Todos os cidadãos têm um papel ativo a cumprir no desenvolvimento do País. O Novo vem para ser uma ferramenta dessa transformação.

Fonte: br.blastingnews.co

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