Dia histórico: indivíduo, voucher e combate ao vitimismo


Fernando Holiday - MBL

Fernando Holiday – MBL

Editorial de O QUE PENSAMOS

Hoje, três de novembro de 2015, foi um dia histórico para o país – pela primeira vez um representante oriundo dos movimentos de oposição chegou à Tribuna da Câmara dos Deputados. Fernando Holiday, 18 anos, morador da periferia de SP, membro do MBL, ocupou os microfones para trazer a mensagem das ruas para aqueles que ainda não entenderam o que está acontecendo no Brasil: as mudanças buscadas não se restringem à derrocada do governo corrupto do PT. Nos parcos cinco minutos concedidos, Fernando pontuou duas questões que serão trazidas nos tempos que virão logo ali adiante: a valorização do indivíduo como agente de mudanças da sociedade e o fim do vitimismo parasitário.

A TV Câmara, que até então transmitia a tribuna ao vivo, alterou a programação e não transmitiu o discurso, talvez num ato de autodefesa, já que deve ter sentido o vento do fim dos privilégios chegar.

Trechos do discurso:

“Quando fui convidado para vir para essa comissão para falar sobre políticas públicas para a juventude, pensei que as pessoas que subissem nessa tribuna viessem falar de soluções para a juventude, que viessem falar de propostas sérias para os jovens, e que trouxessem diagnósticos que ajudassem a resolver esses problemas. Infelizmente o que vejo são apenas jovens doutrinados, que pouco sabem o que vêem e que só repetem rótulos já conhecidos. Dizem que todo preto e pobre é bandido, que o governo é quem deve resolver o problema dos pobres, porque esses são muito ignorantes e não conseguem resolver seus problemas sozinhos. Fui obrigado a ouvir aqui que todo negro, no seu futuro, vai parar na cadeia. Fui obrigado a ouvir que o pobre não tem futuro se não for ajudado pelo estado.

Venho aqui tentar trazer uma nova visão. Tentar trazer um novo meio de se fazer a política, não só para a juventude, mas para nosso país. É preciso deixar a decisão dos caminhos, dos objetivos, nas mãos dos cidadãos, não na mão do estado, não na mão do governo. O presidente da república, os deputados, senadores e os ministros não são senhores ungidos que sabem o que é melhor para a dona de casa, para o pai de família. O que venho trazer aqui hoje é um modo de visão que respeite o individuo. Infelizmente, o Brasil teu um estado gigantesco, obeso e ineficiente, que impede as pessoas, principalmente os jovens pobres, de subirem na vida. É esse estado gigantesco que hoje venho combater.

O alicerce da juventude, na minha humilde opinião, é a educação. E a educação no Brasil – como todos sabemos – é um problema muito grande, conforme já foi dito aqui por muitos e muitos. Sempre a solução que apresentam é melhorar a educação pública, mas ninguém disse como: todos acham que o estado deve administrar a escola. Todos acham que os pobres da periferia têm que se submeter à péssima qualidade do ensino público. Eu venho aqui dizer que não.  Eu venho trazer uma proposta já conhecida de alguns países e já posta em prática: a proposta de vales para educação, dos vouchers, onde o governo, ao invés de administrar a educação pública, ele oferece vales para as famílias, para que elas possam escolher a escola privada na qual seu filho vai estudar. Eu quero que o menino da periferia possa estudar na mesma escola do filho do patrão. Infelizmente não é isso que vemos. O que vemos é uma elite arrogante dizendo que todos os pobres têm que se submeter ao péssimo ensino público. Enquanto o governo continuar tentando dominar a educação desse país, nós não conseguiremos avançar na educação. Enquanto formos obrigados a ouvir socialistas subirem nessa tribuna ou falarem para a imprensa que pobres, negros e gays não têm oportunidades nesse país. Enquanto ficarmos ouvindo reclamações e mais reclamações, sem ouvirmos uma única proposta, uma única mísera solução, nós não iremos evoluir, porque infelizmente a esquerda que dominou esse país só sabe reclamar, só sabe se vitimizar. Eu como negro, como pobre e homossexual não me vitimizo. Eu venho aqui e em qualquer outro lugar porque quero lutar, quero alcançar o meu sucesso e não me rastejar atrás do estado. Muito obrigado.”

Fonte: oquepensamos.com.br

#partidonovo

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