Partido Novo quer lançar candidato à Prefeitura de Natal


Lula Barreto (RN)

Lula Barreto (Vice-Presidente do NOVO-RN)

Por Cláudio Oliveira/NOVO,

Deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há duas semanas, o Partido Novo (PN) chega com a proposta de romper com todos os vícios partidários, a fim de combater a corrupção na política brasileira e fazer o país crescer econômica e socialmente retirando do Estado a influencia sobre os indivíduos. O partido defende a privatização das empresas estatais, já  tem diretório no Rio Grande do Norte, em Natal e Mossoró, e tem planos de participar das próximas eleições municipais na capital.

O dirigente do novo partido no estado é um jovem publicitário de 29 anos, Luiz Eduardo Tinoco Barreto, conhecido por Lula Barreto. De família tradicional com empresas na construção civil e na área hoteleira do RN, ele diz que a intenção do partido é crescer aos poucos, mas com qualidade. Ao longo desse crescimento, a legenda pretende implantar na sociedade uma ideologia política diferente. “O partido nasce sem nenhum político atuante. É diferente dos outros partidos que estão sendo criados, em que seus criadores já vêm de outras legendas e, por isso, não têm atuação diferente do que já existe. Nós queremos diferenciar a gestão partidária da gestão pública. Isso impede que o dirigente se torne dono do partido, principalmente, se ele for detentor de cargo eletivo”, explica.

Na prática essa linha de pensamento prevê que nenhum membro dirigente do Partido Novo poderá se candidatar em eleições ou assumir cargos públicos. A ideia é que o dirigente seja o principal fiscal das atitudes do filiado eleito ou que exerce função pública. Aliás,   função pública é que menos o partido prega. De acordo com Lula Barreto, a legenda é abertamente a favor das privatizações das empresas públicas. Para os “novistas”, quanto mais o Estado diminuir melhor será para o país. “Somos contra o loteamento de cargos na gestão pública e é isso que queremos combater porque somos a favor de um Estado menor, menos inflado”, diz.

Se algum político que já tenha vivência no modelo atual da política partidária quiser ingressar na legenda, o dirigente diz que esse passará por uma rigorosa avaliação para que se comprove se tem realmente o mesmo entendimento histórico e ideológico que o partido defende. Isso pode não ser fácil de controlar, mas para Lula Barreto, é um trabalho em longo prazo e quem ingressa no Partido Novo, está ciente de como deve proceder.

Outro rompimento com o contexto atual é o posicionamento quanto à reeleição de cargos eletivos. Eles defendem uma reforma política que acabe com a reeleição em todos os cargos. “Os partidos são meios que os políticos usam para chegar ao poder e, a partir daí, usam a política para conquistar ainda mais poder e dominar as pessoas. Qual é o político que não entra num partido para conquistar cada vez mais poder para si? É isso que vamos combater”, enfatiza.

Outro ponto de combate são os recursos do fundo partidário. Eles são completamente contra o financiamento público para os partidos. “É inadmissível que o país gaste mais de R$ 900 milhões por ano financiando partidos. A gente acha que o filiado é quem deve custear o partido, por isso todos os nossos filiados devem pagar uma taxa”, diz.

Disputa para prefeitura de Natal

O Partido Novo já pretende disputar as eleições do próximo ano nas principais cidades do país e todo candidato receberá treinamento da legenda. Em Natal também é pensada a participação da sigla no pleito e se mantiver o mesmo posicionamento, o partido não vai se coligar com nenhum outro. É assim que eles entendem que devem acontecer as eleições. “Não apoiaremos candidatos e nem vamos nos coligar. Não acreditamos nas idéias dos outros porque até hoje não deram certo. Prefiro não eleger do que eleger o que não acredito”, enfatiza o presidente do diretório estadual, Lula Barreto.

O Partido Novo é formado pela classe empresarial, profissionais de diversas áreas e profissionais liberais. É considerado basicamente um partido de classe média, mas Lula Barreto diz que é muito mais abrangente e será formado por todos aqueles que aderirem à proposta da legenda, independentemente de classe social. “É gente nova na política que discorda da forma que se faz política nesse país. Queremos atrair voluntários e estruturar o partido para fortalecê-lo e disseminar nossas idéias”, diz Barreto.

Fonte: novojornal.jor.br

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